Copyright ©2009-2011 - Vale Histórico - Roteiro Caminhos da Corte - Desenvolvido por hljunior Web Designer
Site melhor visualizado em resolução 1024x768.
São José do Barreiro -
-
História (versão 1):
       Situado no caminho entre as montanhas mineiras e o porto de Mambucaba, o atual município de São José do Barreiro originou-se de um arraial fundado pelo coronel João Ferreira de Souza.
       Por volta de 1820, foi construída uma capela em louvor de São José, que recebeu um nome a mais, do Barreiro, em função de um atoleiro que ficava próximo do lugarejo.
       Em 2 de agosto de 1833, foi elevada a capela curada e, em 4 de março de 1842, o arraial passou a freguesia em terras do município de Areias.
       Desse período em diante, iniciou-se o processo de desenvolvimento que chegou ao seu ponto máximo com a cultura do café. Tornou-se vila em 9 de março de 1859 e, em 10 de março de 1885, recebeu foros de cidade.
       Com o declínio do café, a cidade foi bastante afetada, e a economia local voltou-se para a agricultura e a pecuária leiteira.
       Em 30 de novembro de 1938, mudou- se o nome do município para Barreiro e, em 30 de dezembro de 1953, houve nova alteração, desta vez para São José do Barreiro.
       O município, atualmente, também se dedica às atividades turísticas, buscando novas alternativas econômicas.
(Fonte: Fundação SEADE - 2006)

História (versão 2):
       No ano de 1560, por determinação do governador geral das capitanias - Mem de Sá - em visita a São Vicente, Brás Cubas deixa Santos acompanhado de Luís Martins e de muitos portugueses e nativos, para abrir na região o "caminho para o norte", em demanda do Rio São Francisco. Com o objetivo de mineração, Brás Cubas e o minerador Luís Mrtins, em 1540, já tinham explorado a região, visando alcançar ponto de ligação com as Gerais.
       Aberto a rota, marginando sempre o rio, para as alternativas da Via fluvial ou chão firme, a bacia do Paraíba seria atravessada por expedições, com objetivos diversos. Em uma dessas expedições, Amador Bueno da Veiga se propôs a fazer o "caminho novo", via Mamucaba, que permitisse passagem de "gados e gente e cavalgadas carregadas", em deriva para Paraty e Angra, depois do fechamento do "caminho velho", por onde o ouro se evadiava para o litoral.
       Uma das travessias de rio no caminho, com o constante tráfego de tropas, transformou-se num grande atoleiro, que muito dificultava a passagem das tropas. Em épocas de cheias, as tropas eram obrigadas a aguardar que as águas baixassem para poder transpor o obstáculo cheio de barro. Com o tempo, surgiram ranchos de descanso para os tropeiros, e o local passou a ser conhecido como "Barreiro".
       Em fins do século XVII, descendo a Serra da Mantiqueira, de Pouso Alto, em direção ao porto de Mamucaba, o Capitão Fortunato Pereira Leite e seu cunhado, o Coronel João Ferreira de Souza, com seus familiares e agregados, se detiveram nas proximidades do "Barreiro". Ali fundaram um arraial onde, em 1820, foi erguida uma capela dedicada a São José e, em virtude de o local ser conhecido como "Barreiro" e da capela à São José, o arraial passou a se chamar São José do Barreiro.


Origem do Nome:
O local ficou conhecido como "Barreiro" devido a uma das travessias do rio Paraíba no caminho, devido ao constante tráfego de tropas, tornou-se um grande atoleiro, cheio de terra e barro. Posteriormente, no local, foi erguida uma capela dedicada a São José,e como o arraial já era conhecido como Barreiro, passou a chamar-se "São José do Barreiro".

Localização:
Latitude: - 32°38'42" | Longitude: 44°34'40"

Limites:
Norte: Resende | Sul: Angra dos Reis | Leste: Arapeí | Oeste: Areias | Sudeste: Bananal | Sudoeste: Paraty e Cunha

Dimensões:
Área: 600 Km²

Relevo:
Composto por morros cristalinos e tabuleiros, a Serra da Bocaina e Serra do Mar. Seu solo é composto pelo solo pré-cambriano não determinado e pré-cambriano inferior complexo brasileiro dolomitas e pré-cambriano inferior complexo brasileiro gnaisses micaxistos intrusivas básicas diabásio gabros. São comuns na região bauxita, granito, olivina, feldspato e basalto.

Vegetação:
Coberto por pastagens e/ou campos antrópicos, florestas e campos florestais. É recoberto pela floresta latifoliada tropical semicaducifólia ou semidecídua, a floresta subtropical de altitude e a floresta tropical latifoliada tropical úmida de encosta.
Sua maior representação de vegetação encontra-se no Parque Nacional da serra da Bocaina.

Hidrografia:
O município é servido por uma infinidade de rios, todos dentro da Serrada Bocaina, uns correndo para o norte, desaguando no Paraíba, outros para o sul, desaguando no Mamucaba. Seus principais cursos d'água são: Rio Bonito, Rio da Ponte Alta, do Gavião, Rio Velho, Ribeirão Barreiro, Ribeirão das Palmeiras, Ribeirão Formoso, Rio Mamucaca, Rio Paraitinga, Córrego Pau D'Álho, Córrego Funial, Córrego da Represa.

Altitude:
Mínima: 500m | Máxima: 2088m | Média: 1800m
Ponto Culminante; Pico Tira - Chapéu

Clima:
Mesotérmico com verão ameno, estação chuvosa no verão e estiagem no inverno; Mesotérmico com verão quente e estação chuvosa no inverno.

Economia:
Principais produtos:
Agricultura: Arroz, milho, feijão, café e cana-de-açúcar. É a principal atividade do município.
Pecuária: Criação de gado bovino, especialmente leiteiro.

Comércio:
É pouco estruturado, possui 22 estabelecimentos. 16 de serviços, 1 agência bancária, 1 agência de viagens.

Indústria:
Possui 7 estabelecimentos industriais, coim predominância das indústrias agropecuárias. A principal indústria é o Laticínio São José do Barreiro Ltda.

Dados Sócio-Econômicos:
População: 4.139 hab. | Área Urbana: 2.468 hab. | Área Rural: 1.673 hab.
Taxa de Urbanização: 59,63 %

Datas Principais:
Fundação: 1820
Emancipação Municipal: 1859
Aniversário: 09 de março
Nome do Santo Padroeiro: São José

Bens Tombados:

CEMITÉRIO DOS ESCRAVOS
Rua Nove de Julho
Processo: 00496/74    
Tomb.: Res. de 14/ 7/89   
D.O.: 18/7/89
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 289, p. 74, 6/7/1990

São José do Barreiro surgiu às margens do Caminho Novo da Piedade, no período da expansão do café no Vale do Paraíba e ainda conservaum grande número de imóveis daquela época, entre eles, o cemitério construído por escravos, cujo primeiro sepultamento deu-se em 1841.
O cemitério, além de apresentar em seus túmulos algumas esculturas em mármore, de grande beleza plástica, tem a sua importância maior devido à conservação do seu sítioeàambientação paisagística, devido à implantação em terreno elevado.
Fonte: Benedito Gomes França ]

SEDE DA FAZENDA PAU D'ALHO
Estrada dos Tropeiros
Processo: 22049/82    
Tomb.: ex-officio em 12/5/82
Tomb.: Iphan em 19/2/68
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 51, p. 3, s.d.

O coronel João Ferreira de Souza, um dos fundadores do povoado de São José do Barreiro e proprietário da fazenda desde 1818, iniciou por esta época a construção de sua sede. Ao morrer, em 1858, deixou a propriedade, bastante próspera, à sua filha Maria Ferreira Ayrosa. Por volta de 1900, sob a administração de seu neto, o comendador Zebedeu Antonio Ayrosa, já se constatava a sua decadência.
A sede da Fazenda Pau d’Alho, em taipa de pilão e embasamento de pedra, possui telhado em quatro águas e varandas em toda a extensão da fachada. Os alpendres, que davam acesso à entrada principal da casa e capela, foram fechados com portas e janelas de guilhotinas para se protegerem das fortes chuvas da região. O tombamento incluiu o crucifixo e a imagem de São Roque existentes na capela.
Fonte: Luís Saia


Vista Aérea de São José do Barreiro



 


Álbum de Fotos